"Quem descobriu Cristo deve conduzir os
outros a Ele. Uma grande alegria não se pode ter para si. É preciso
transmiti-la. Em vastas partes do mundo existe hoje um estranho
esquecimento de Deus. Parece que tudo caminha igualmente sem Ele. Mas
existe, ao mesmo tempo, também um sentimento de frustração, de
insatisfação de tudo e de todos. É espontâneo exclamar: não é possível
que esta seja a vida! Deveras, não. E assim, juntamente com o
esquecimento de Deus existe um "boom" do religioso. Não quero
desacreditar tudo o que existe neste contexto. Pode existir nisto
também a alegria sincera da descoberta. Mas para dizer a verdade, não
raramente a religião se torna quase um produto de consumo. Escolhe-se
aquilo de que se gosta, e alguns sabem até tirar dela um proveito. Mas
a religião procurada a seu "bel-prazer" no fim não nos ajuda. É cômoda,
mas no momento da crise abandona-nos a nós próprios. Ajudai, queridos
amigos, os homens a descobrir a verdadeira estrela que nos indica o
caminho: Jesus Cristo! Procuremos nós próprios conhecê-lo sempre melhor
para poder de maneira convincente guiar também os outros para Ele. Por
isso, é tão importante o amor pela Sagrada Escritura e, por
conseguinte, é importante conhecer a fé da Igreja que nos apresenta o
sentido da Escritura. É o Espírito Santo que guia a Igreja na sua fé
crescente e que a fez e faz penetrar cada vez mais nas profundezas da
verdade" (Bento XVI, Homilia, 21/8/2005).

